TEMA: A crise política como ameaça à democracia brasileira

TEXTO 1

Aquilo que parecia um delírio vanguardista em 1967 virou a realidade brasileira atual. “Terra em Transe”, o terceiro longa-metragem de Glauber Rocha, revelou-se premonitório: o Brasil de hoje é uma terra em transe real. Como no drama do diretor baiano, as instituições se convulsionam: políticos de todos os partidos, juízes, promotores e empresários se acusam entre si. Gritam meias-verdades – rebatizadas de “pós-verdades” – em nome de um “povo” que ignoram. Como se não bastasse, as esquerdas não chegam a um acordo sobre como derrubar um governo que consideram “golpista”. Tanto no velho filme como no Brasil de agora, os cidadãos acordam para um pesadelo cotidiano onde não veem saída nos políticos, envolvidos em retórica lunática. Nos festejos dos 50 anos de “Terra em Transe”, a ficção prefigura a realidade. Situação que faz jus ao excêntrico Glauber, que sonhava em fazer do Brasil uma potência econômica e cultural, nem que para isso fosse preciso atrair políticos para viabilizar projetos. É dele a frase: “A História é feita pelo povo e escrita pelo poder” — com a ajuda dos intelectuais, pode-se acrescentar.

https://istoe.com.br/o-brasil-de-hoje-e-terra-em-transe/

TEXTO 2

A crise política e o desânimo do povo com seus representantes

“Cada dia eu acredito menos na política. Eu fico com dor no coração, acho que a gente tinha que acreditar. Mas eu já perdi as esperanças, ultimamente nem programa de política eu assisto”. A fala de Maria Aparecida dos Santos é a de muitos brasileiros. Ela tem 59 anos e diz ter desacreditado na política brasileira ainda na adolescência. Decidiu, porém, anular seus votos há apenas quatro eleições.

Negra e moradora de Bauru, no interior de São Paulo, a cozinheira diz que nem mesmo as mulheres atualmente no congresso parecem representá-la, quando questionada sobre a maioria masculina nos espaços de poder. “As mulheres que eu acompanhei falaram que iam fazer muito e eu não vi nada”, critica. Segundo Aparecida, sua família segue o mesmo pensamento.

O número de abstenções, votos nulos e brancos têm crescido nos últimos anos. Do eleitorado brasileiro, 32,5% não foi votar, preferiu o branco ou o nulo em 2016. São seis pontos percentuais a mais em relação às eleições de 2012.

A manauara Larissa Almeida, de 20 anos, endossa essa estatística. A jovem comenta que não foi acostumada pela família a discutir sobre o assunto e se sente distante do debate político. “Não adianta só votar ou não, é preciso entender todo um contexto. No meio de tanta crise política, me senti perdida”, explica a estudante de Relações Públicas.  Ela anulou seu voto nas últimas duas oportunidades: em 2016 e neste ano, durante a eleição para governador-tampão do estado de Amazonas.

https://www.cartacapital.com.br/politica/a-crise-politica-e-o-desanimo-do-povo-com-seus-representantes

TEXTO 3

http://www.debatesculturais.com.br/o-erro-metodologico-na-analise-da-crise-politica/

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